O que norteia meu trabalho é o diálogo entre oposições. Esse diálogo tem ocorrido, basicamente, através da linearidade, interatividade e movimento.

Faço estruturas concretas que tomam diferentes formas com a interferência do espectador. É essa transformação, essa mudança do contexto, de acordo com a perspectiva de quem interage com os objetos, que torna a obra completa. Elas são geradas com a possibilidade de evoluir. Crio estruturas significantes (isto é, formas vazias de significado) para que o observador crie o significado. A interatividade, nesse caso, é a criação de significado, e portanto, de identidades singulares.

Esses pares de oposição também aparecem frequentemente na cor. O branco e o preto são não cores, apenas contrastes. Entretanto, fundamentais, essenciais.

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